sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Amar é vida!



Nada é mais importante que o amor pois o que está por traz disso é a sobrevivência da espécie.



O filósofo Schopenhauer chamava isso de "impulso da vida", dizia que no nosso inconsciente o motivo real da nossa busca amorosa seria outra, o amor seria somente o truque da natureza para nos levar a procriação.



Vendo as relações desse ponto de vista muitas questões podem ficar esclarecidas, como a aparente irracionalidade do amor. Nos apaixonamos por pessoas que às vezes levamos uma relação um pouco conturbada, mas por algum motivo, o qual não sabemos, o amor por ela existe e nós fazemos tudo para estar juntos. Quando procuramos amor vinculamos esse sentimento à felicidade, e nossa maior desilusão é não sermos felizes com quem amamos, mas a real existência do amor é o impulso da sobrevivência da nossa espécie, o desejo de eternizarmo-nos.



Por mais desesperador que isso possa parecer, existe uma seleção feita inconscientemente para eleger o parceiro (a) ideal para nos reproduzirmos, segundo Schopenhauer procuramos equilibrar nossas caracteristicas para garantir filhos mais saudáveis fisica e pscicologicamente. Seria mais ou menos assim: quem é muito alto se atrai por pessoas baixas, quem é timido se sente atraido por pessoas extrovertidas, pois a comunicação também é vital por isso o ideal é fazer filhos com habilidades comunicativas, entrando em acordo com uma ideia muito difundida quando se trata de amor "os opostos se atraem", do ponto de vista Schopenhaueriano essa é uma verdade.



E por que é que o amor pode acabar? Não é que o amor acaba, existem duas situações de acordo com essa filosofia, uma seria que esse impulso (o amor) nos faz conviver com alguém única e exclusivamente em prol da procriação, e quando não encontramos felicidade nisso nos desiludimos e abandonamos o parceiro (a) quando percebemos que os filhos já não precisam da nossa total dedicação, isso deveria acontecer por volta dos 7 anos de idade das crianças; a outra hipótese , que é o caso quando somos trocados por outra pessoa não significa que nosso parceiro não sinta consideração, admiração ou respeito ( e até mesmo tesão) por nós e sim que encontraram alguém que o inconsciente deles acredita ter mais caracteristicas para um futuro filho perfeito, então o truque do cérebro é acionado outra vez, e nosso parceiro (a) acredita sentir amor por outra pessoa e não por nós.



Parece trágico pensar no amor do ponto de vista de Schopenhauer, mas muitas de suas idéias fazem sentido e se pensamos nelas talvez seja mais fácil se conformar e compreender as situações amorosas que vivemos, para então adquirirmos mais sabedoria e maturidade emocional. Olhando pelo lado bom de tudo isso concluimos que apaixonar é vital. ;)



domingo, 19 de dezembro de 2010

Eu sou egoísta!!!


"Ame ao proximo como a si mesmo", acho que assim que dizem... E seguimos esse ensinamento à risca, quando se trata de apaixonar-nos. O amor verdadeiro talvez só possa existir se amamos a nós mesmos, até mesmo nossos traços de personalidade que não gostamos. O amor ideal é 100% egoísta, ele não nos permite enxergar o outro.
Como podemos amar alguém e de repente essa pessoa nos engana e nos decepciona? Quando é que a máscara cai? Se é que ela cai... Por que tem quem caia de amor à primeira vista? O amor é como uma flor que plantamos e semeamos, o sentimento é lindo e verdadeiro, o objeto de amor é que às vezes é idealizado e não corresponde com o que ele é na realidade.
O encantamento por alguém muitas vezes se dá pelo espelhamento, vemos nós mesmos na outra pessoa, e a convivencia nos traz, através do cultivo desse amor, essa reafirmação do espelho de nós mesmos, muitas vezes brigamos por algo que nos incomode no parceiro, largamos , sofremos, e corremos para um novo amor, e o que acontece é a briga pelas mesmas razões. Acredite, e reflita sobre isso cara (o) amiga (o) o problema é todo seu, aquelas mesmas razões de picuinhas com todos os namorados (as) e os defeitos que você aponta neles (as) são seus. Assustada (o)? Respire, explicarei melhor.
Se o amor é 100% egoísta, não podemos amar nada mais nada menos que nós mesmos. Sendo assim, transferimos para os outros as NOSSSAS carcteristicas, e nos apaixonamos por nosso reflexo no outro, e quando a pessoa nos desagrada são simplesmente as NOSSAS caracteristicas negativas que estamos vendo no outro. Dessa forma, não somos capazes de enxergar nada além de nós mesmos, somos tão egoistas de idealizarmos a outra pessoa nossa imagem e semelhança, e as punimos e brigamos com ela, como exteriorização dos nossos conflitos internos.
Então não podemos nunca amar os outros? Claro que sim, você se lembra da frase do inicio, "Ame ao proximo como a si mesmo", para amar alguém pelo que ela realmente é devemos primeiramente nos amar, e quando estamos em conflito com nós mesmos, significa que não nos amamos por completo, e quando transferimos para o outro nossas caracteristicas negativas e positivas significa que não nos conhecemos verdadeiramente, logo, não podemos amar aquilo que não conhecemos de verdade, e isso quer dizer falta de amor proprio.
A solução para a harmonia no amor poderia ser assim descrita "Conhece-te a ti mesmo", só através da consciencia do EU, é que podemos cultivar o amor proprio, e à partir daí sermos capazes de amar os outros como a nós mesmos. O autoconhecimento pode ser a chave para o entendimento e a harmonia na vida amorosa.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

MEU amor

Vejam -------------> http://www.youtube.com/watch?v=E0MF8jA16Io

Somos acostumados a possuir tudo aquilo que desejamos mas quando se trata de pessoas tudo muda de figura, pois a união se dá pelos sentimentos afins e esses não podem ser adquiridos, se sente e basta.
Nossa tendencia consumista nos faz pensar e agir como se estivessemos em uma feira livre onde selecionamos, escolhemos e compramos o produto que nos agrada, e nos frustamos cada vez que o "tal produto" escapa de nós.
Engana-se quem pensa que pode manter alguém do seu lado, pois as pessoas são livres para irem e virem quando querem. Mesmo assim há quem use de artificios para não deixar "seu objeto de desejo" escapar.
Nada é mais desprezivel que "segurar" alguém, esse tipo de atitude só revela insegurança, carencia, dependencia e desrespeito (por si mesmo e pelo outro).E ninguém deve se sujeitar a estar ao lado de quem não ama verdadeiramente.
Uma relação deve ser satisfatória, o estar juntos deve ser prazeroso e não uma obrigação.
Ninguém é de ninguém, porque pessoas não podem ser propriedade. Para gozar do prazer da companhia do outro precisa-se conquistá-lo e deixá-lo livre. Amor é um sentimento e isso é "impossuível".

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Refletindo sobre o valor

Depois de uma separação nos sentimos tão frustados. E tal frustração nos coloca na busca desenfreada pelo nosso valor.
Mas, o que seria o nosso valor? Em economia o Valor está relacionado a lei da procura e da oferta.Se a procura é igual a oferta o preço coincide com o valor, sendo o preço a expressão monetária do valor. Tem gente que acredita que seu valor é como o valor economico, e quando estão sozinhas se sentem como carro usado. Depois de alguns km rodados seu valor cai no mercado.
Na visão filosofica o seu valor (ou valores) são seus princípios.E é ele (ou eles) que torna a vida algo digno de ser vivido. Deste modo é possivel se sentir valorizada quem tem valores nobres. E a busca aqui é mais subjetiva.
Já no marketing a visão do valor está relacionado com a expectativa quanto ao beneficio do produto em relação a quantidade real paga por ele. podemos dizer que essa visão aplicada a um ser carente recem separado seria assim: o produto almejado é um novo amor(que deve suprir a carencia), o beneficio é a substituição do velho pelo novo amor e a quantidade real paga é o esforço empregado na busca pelo novo romance. Então se dar o valor é uma questão de "bola pra frente" porque o jogo continua.
Do ponto de vista da psicologia o valor designa o juizo que se faz de algo. Aplicando essa visão, o valor seria a postura que assumimos diante das situações.As pessoas procuram ser de determinada forma para atingirem aquilo que almejam, e quando o assunto é carencia afetiva tem quem procura ser aceito (fazendo aquilo que alguem espera dela) para conseguir o valor almejado.
Mas qual seria esse valor que a carencia pós-separação nos faz buscar? É algo tão indefinido que nada parece satisfazer o desejo de valorização. É como se houvesse uma ausencia, um buraco que deve ser tampado ou preenchido. Mas no fundo é tudo uma grande bobagem essa historia de dar-se valor, é o mesmo que dar grande importancia a algo tão pequeno. Não estamos a venda, não devemos bitolarmos nos principios que na verdade só são reais na nossa cabeça,e nem devemos nos ajustar para sermos aceitos. Somos seres livres, e o que acabou não significa que não deu certo, é só um momento que passou. Devemos desapegar em primeiro lugar, e acreditar que cada dor traz uma felicidade. A vida é uma grande roda que gira, suas fases (boas ou ruins) são parte de um processo para o desenvolvimento, não devemos sofrer pela carencia e sim aprender com ela. A ausencia de outro abre mais espaço para nós mesmos na nossa vida. Antes de começar uma nova fase precisa-se fortalecer o que sobrou de nós.
Vamos deixar essa bobagem de Valor pra traz e vamos curtir as fases da vida , pois depois de cada inverno sempre tem uma primavera.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Interesseira essa menina!!!

É interessante como tudo na vida gira em torno de interesses. Talvez seja esse o maior elo de ligação entre duas pessoas (ou grupo de pessoas). Mas há quem julgue mal essa inocente palavrinha "interesse", denegrindo-a , como se fosse algo negativo. Confesso que vejo isso muito mais além.
Interesse é importancia, valor, utilidade, lucro, quando algo ou alguém nos parece interessante significa que vemos nisso (ou neste) algo a nos acrescentar ou completar. Todas as relações giram em torno de interesses sim. Se me torno amigo de alguém é porque tenho um certo interesse nessa amizade, que pode ser a companhia divertida, o ombro amigo que esse me oferece, as coisas inteligentes das quais ela fala e me acrescentam, enfim, existe uma infinidade de interesses os quais justificam nossa convivencia com alguém.
Entretanto, quando nos relacionamos tendemos a acreditar que seja negativo se alguém tem algum interesse por nós que não seja nós mesmos. Parece feio interessar-se pelo que o outro pode nos oferecer, mas a verdade é que fazemos isso o tempo todo. E somos todos capazes de julgar o interesse das pessoas como negativos quando esse gira em torno de grana, luxo, posição social,etc.
Devemos pensar que "cada um é cada um", e que sendo assim, cada qual tem um tipo de necessidade na vida, e essa está ligada aos principios de cada ser humano. Se para uma pessoa, que teve uma infancia pobre e sofrida (ou não), luxo, e riqueza são sinonimos de felicidade, é claro que ela vai buscar na vida pessoas que possam oferecer o que lhe interessa. Tem também quem procure se casar com uma pessoa bonita, beleza é um requisito fundamental para ela. Alguns se interessam por pessoas carinhosas , outras por pessoas inteligentes....
E ai? Por que algum tipo de interesse é julgado errado e outro bacana? Por que algumas pessoas tem que ser julgadas pelo tipo de interesse , sendo que, todos somos interesseiros? E o mais importante de tudo isso, será que não somos tudo aquilo que temos a oferecer?
Nós somos tudo aquilo que pensamos, fazemos, temos, somos uma coletânea de caracteristicas psicologicas, físicas, e materiais. Então não interessa o que a pessoa busca em nós, o que quer que seja a sua busca ela quer simplesmente nós.
O bacana é ser sincero quando criamos um elo com alguém. E nunca abusar de ninguém , pois afinal se nos unimos existe interesse de ambas as partes.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Use Contractubex

Hoje quando abri um livro para ler, encontrei um pedacinho de papel branco que marcava uma página . Quando o virei li na parte inferior "Contractubex - cicatriz tem remédio".
Achei engraçado, mas é a masi pura verdade. Cicatrizes têm remédios sim. Parece idiota, mas às vezes fazemos tempestade em copo d'agua com algumas situações que nos trazem feridas.
Desde muito jovens aprendemos que nossos tropicões nos fazem feridas que nos deixam cicatrizes. Elas ficam alí visíveis por um bom tempo ou até , em muitos casos, para sempre. Nos recordando dos nossos tombos e da dor de um dia. Mas se enxergarmos essas cicatrizes de outra forma?
Por exemplo, essa minha marca de injeção no braço me faz sempre lembrar que quando eu era criança tomei uma vacina para prevenir alguma doença e se pensarmos mais profundamente, ela pode ser também o sinal de que tive pais ( ou alguém nesse mundo- seja lá quem for) que se preocuparam comigo quando eu era mais jovem. Aquele arranhado na perna perto do joelho, o adquiri andando de bicicleta com os amigos, levei um tombaço e doeu, mas meus amigos de infancia me socorreram e me levaram para casa, provando serem verdadeiro amigos.
Nossas cicatrizes de amor tambem podem ser vistas por outro angulo. Todos que passam por nossas vidas deixam marcas boas e ruis, e podemos sempre tirar um aprendizado das nossas relações que deixaram cicatrizes, basta aprender a ver a vida de maneira diferente e parar de sofrer por feridas do passado.
Feriu, cicatrizou, estou pronto para a proxima etapa. Ao invés de sofrer pelo que passou devemos aprender com isso. O "Contractubex" das cicatrizes de amor é a coragem de seguir em frente sem medo do proximo tombo.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Filosofia do clips

Estamos circundados de várias coisas, mas a vida é tão corrida que nem sempre paramos para prestar atenção às pequenas coisas que passam pelo nosso caminho.
Um dia quando caminhava sem preocupações no meu caminho diário da escola para casa, percebi que durante meu percurso encontrei alguns clips, alí jogados, brilhantes e imperceptíveis. Pensei logo que alguém que fez o mesmo trajeto os havia perdido. No dia seguinte notei mais clips e o caminho agora era de casa para o supermercado. Ao longo da semana encontrei clips por todos os cantos da cidade, nos lugares mais inusitados.
Comecei, então, a colher os clips do meu caminho. E assim comecei a pensar sobre tão pequenos, práticos e úteis objetos que passei a colecionar. Se a cada trajeto eu encontrava uma média de 3 a 5 clips, quantos clips eu teria em uma semana, um mês, um ano, ou na vida? Ufa, seriam tantos... Mas por que será que ninguèm presta atenção à esse objeto tão útil?
Meus pensamentos voavam e de repente me percebi refletindo e comparando os com as pessoas (nós). Quando andamos por aí, também passamos por várias pessoas sem percebê-las e sem dar importância, e muitas vezes nos sentimos sozinhos e é absurdo pois existem milhões, bilhões de pessoas espalhadas pelo mundo e muitas delas passam despercebidas por nós, e não nos damos conta que uma delas nos poderia ser "útil".
E por que será que só percebemos poucas dessas pessoas e nos unimos a um número de pessoas também pequeno? Ora, sabemos bem. Temos tanta pressa e ansiamos tanto por encontrar alguém, que não notamos os que passam por nós todos os dias.
Quando abrimos nossos olhos e saímos da cegueira causada por nosso comportamento egocentrico, nos libertamos e aprendemos a usar nosso "imã" para atrair "clips" para somar em nossas vidas. Os clips são sempre úteis e seu papel é o de união. Nunca está só quem tem uma coleção de "clips" que encontrou pelo caminho.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Por que não eu?

Quando se trata de relacionamentos afetivos a tendencia em assumir uma relação com uma pessoa mais "simples" é grande. Quem não quer uma pessoa simplesmente adorável? E por causa disso, muita gente "sobra", e um dia se pega pensando: "Por que ela (e) e não eu?". E a resposta nesses casos também é muito simples: "Você não é adoravelmente SIMPLES como ela (e)."
As pessoas cheias de personalidade, autenticas, corajosas e independentes são afascinantes a ponto de deixar os outros com medo de estarem com elas. Por que? Porque tem gente que se sente totalmente inseguro diante de quem o fascina e seduz. Em contrapartida, aquelas simples, com menos exuberancia ( e aqui não me refiro ao aspecto fisico e sim a personalidade), levam a melhor, pois não representam uma ameaça na vida de um inseguro . São fáceis de conviver pois evitam o confronto, tornam-se adoráveis, e confiáveis porque são de facil "manuseio" , diferentemente do primeiro tipo que aje por si só e sustenta sua opinião.
Então entre a pessoa complexa e a simples, tem quem escolha o "caminho mais fácil" mesmo que este não corresponda ao "caminho da felicidade", e acreditem, ele é sempre mais complicado. Por acreditarem que complexa signifique "perigosa" escolhem uma parceiria mais simples, logo "segura".
E para as "perigosas" que já questionaram "Por que não eu?", entendam que o amor não é uma questão de dominação e quem encara isso assim só pode sentir-se satisfeito ao lado de quem lhe parece submisso, e se ao lado desse alguém não está você, sinta-se feliz, pois o problema aqui não é seu que não conquistou quem você quis, e sim do outro que, na verdade, não soube ter você.
Muitos nasceram para serem livres, e não há quem os "coloque cabresto". As relações de amor são parceirias, e parceiros não precisam se submeter um ao outro, caminham lado a lado livremente no caminho da vida.

sábado, 21 de agosto de 2010

Dor de amor

É estranho, mas acontece, ouvir dizer em dor de amor. Amor, teoricamente, deve ser um sentimento que traz paz, harmonia e aconchego, mas basta alguém acreditar que está amando começam as confusões mentais, os medos, as inseguranças, o desequilibrio emocional. E isso que chamam de "amor", vira dor.
Mas o que será que causa o sofrimento nas pessoas apaixonadas? Primeiramente deve-se entender a razão do que traz a dor. Buscando a resposta nas origens é mais fácil chegar a alguma conclusão.
Culpar os outros pelo próprio sofrimento é muito fácil, porque assim o responsável por tudo é uma terceira pessoa, e ser vítima de uma situação é algo comodo. Então dizer que o parceiro a faz sofrer significa que as atitudes( conscientes ou inconscientes) dele resultam em sofrimento a quem o ama, e nesse caso é muito fácil resolver a situação: ou o parceiro muda de atitudes, ou a vítima da história "sai fora" dessa relação. Deixando de ser a coitadinha e refazendo uma nova vida, afinal existem milhões de pessoas bacanas nesse mundo que podem faze-la feliz de verdade.
Mas, se a situações é diferente, se alguém sofre por causa de outra pessoa, então é tudo uma outra história, mesmo que pareça igual. Pois se alguém sofre por outra pessoa , o sentimento não é causado, alguém sofre por ela sem haver uma intenção de que essa pessoa sofra. Na verdade aqui existe uma incompatibilidade natural, ninguém a faz sofrer o sofrimento existe na pessoa (por outras razões ou traumas) e o convivio com a outra somente potencializa aquele sentimento negativo já existente. A solução aqui é simples, "conhece-ti a ti mesmo". Muitas vezes é necessário aprender a se amar primeiro para então ser capaz de amar os outros.
E há ainda quem sofra por conta própria, independente da relação amorosa. Quem vê na vida uma razão para sofrer e quando se relaciona com alguém despeja sobre o relacionamento todo o sofrimento, a insatisfação pessoal e o negativismo que tem dentro de si própria. E a solução aqui seria um psicologo mesmo. Ou, uma mudança radical no modo de perceber a vida, que na verdade è bela e fantástica, e deve ser vivida com um sorriso no rosto.
O mais importante é analisar as situações que vivemos, para entender as razões das nossas "carinhas de sorriso invertido" e assim procurar melhorar a cada dia. Relacionar com outras pessoas é dificil pois somos muito diferentes, mas respeito pelos outros e por si próprio vem sempre em primeiro lugar. E como ponto primordial devemos ter em mente que quando há amor de verdade e a relação é saudável não há espaço para a dor.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Desacelere já!

Nesse nosso mundo veloz, as pessoas parecem apreciar o que é instantaneo e descartável, e na pressa para se obter o que desejam, esquecem de apreciar cada etapa que se vive. Agem sem pensar, e se preocupam com o que ainda há de ser, e torcem para o tempo passar rápido para conseguirem o que almejam. E esse comportamento se reflete, muitas vezes, na vida sentimental.
Muitas pessoas passam em nossas vidas e não deixam nada, além da lembrança de minutos frenéticos de excitação. E um dia acordamos nos sentindo sozinhos, e mal-amados, e por fim acreditamos que não temos capacidade de encontrar uma pessoa bacana, ou ainda culpamos os outros por serem vazios ou qualquer coisa do gênero.
Não é uma questão de ser uma pessoa romântica, ou liberal. O foco aqui é desacelerar para poder apreciar, e curtir cada pequeno gesto e atitude das pessoas e viver cada segundo de um relacionamento com entusiasmo. "Deixar rolar" devagar, envolver-se com as pessoas que passam pelas nossas vidas, conhece-las, aprecia-las e quem sabe até aprender algo significante com elas.
O ser humano é uma criatura que nasceu para viver em conjunto, então relacionar-se é essencial para todos nós. E por relacionar se entende entrar na intimidade de alguém. Então na pressa, atropela-se as etapas da conquista, e acabamos descartando as pessoas, sem conhece-las de verdade, e sendo descartados. Ao invés de entrar na vida de alguem e fazer a diferença.
Nada mais gostoso que chegar em casa feliz da vida por ter ganhado um beijo no rosto de uma pessoa que admiramos, ou então ter escutado dela elogios, e no dia seguinte( ou depois de algum tempo mais longo) receber um recado bacana dela (daqueles que levantam nossa moral).
Ir devagar é uma questão de cautela e não deve ser confundido com inércia, ou medo. Os pequenos avanços podem nos levar mais rápidamente na direção certa. E lembrem-se que "a pressa é inimiga da perfeição".

domingo, 15 de agosto de 2010

Dia do solteiro

Hoje, assim que fiquei online tive uma surpresa: DIA DO SOLTEIRO. A primeira idéia que me veio em mente foi que nesse nosso mundo consumista o que mais existe é invenção de datas comemorativas para induzir as pessoas a consumirem, cada vez mais, coisas de que elas não tem realmente necessidade. Entao resolvi dar uma lidinha no assunto da matéria do site, e como EU sou uma solteira por opção achei que valia a pena ver o que falavam.
Depois que li e fiz até o teste "você nasceu para ser solteiro?", comecei a refletir sobre o assunto de um ponto de vista diferente. De um modo geral, acredita-se que ser solteiro é estar sozinho, ou mesmo que o solteiro não tem quem o ame, e seria então uma situação degradante estar nessas condições. Assim sendo, muitas pessoas saem a "caça" de um parceiro que nem sempre corresponde as expectativas do grande amor. Quando esse tipo de desespero bate, parece que "as piores opções do mercado" surgem e assim muita gente acaba entrando num relacionamento frustrante com uma pessoa a qual não tem afinidades, pelo medo de estar sozinha.
A minha reflexão é: será que ser solteiro é mesmo tão ruim?. Analisando as relações das pessoas, e até as que viví, fica claro que todo esse "auê" que fazem pelo medo da solidão, resulta em solidão. Estar com alguem por estar, sem sintonia, sem paixão, é procurar aborrecimento com as proprias mãos. E, nao é a solterice que nos faz sentir sozinhos e sim a carência afetiva.
Pois, sinceramente, uma pessoa solteira pode ter mais liberdade que uma que se envolve em uma relação, e se pode amar loucamente sem ter um relacionamento tradicional(namorado, noivo, marido), pode-se ter relações mais abertas(fucking friend) sem muitas cobranças e amar muito e até mais do quem assume algo muito sério do tipo "aliança no dedo e tudo mais". Afinal, amor é respeito, confiança, e admiração, e se duas pessoas tem esse sentimento reciproco não é necessário sair anunciando pelos quatro cantos do mundo, ou mesmo formalizando a situação.
Passamos por tantas fases na vida, e muitas vezes precisamos estar com nós mesmos. Algo como "recarregar as baterias" para se encontrar, refletir, crescer com o que vivemos, e nos conhecer melhor . Então optamos por estarmos solteiros nesses periodos, e nunca está só aquele que tem a si mesmo. Em outras fases estamos tão satisfeitos com nós mesmos que queremos compartilhar, e então é o momento de estar à dois.
O bacana é ser fiel a si mesmo e saber procurar o que realmente traz felicidade. Não adianta nada ter um namorado só para não ser solteira, ou ser uma solteira cheia de encanações do tipo"ninguem me ama , ninguem me quer" só porque existe uma grande pressão social de acasalar-se com alguém, pois em ambas situações a frustação é inevitável. Deve-se viver e deixar a vida acontecer, relacionar somente com quem nos desperta sentimentos e sensações indescritiveis e ser solteiro por opção quando o momento for de poucas paixões. E pensar sempre que nesse nosso mundo globalizado as pessoas podem estar cada vez mais proxima e compartilhar ainda mais, e ninguem precisa se submeter a estar com quem não as faz bem, pois existem muitas pessoas bacanas no mundo para serem conhecidas e conquistadas. E para finalizar, quem não consegue ser feliz consigo mesmo nao poderá nunca ser feliz ao lado de alguem.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Passando massa corrida

Domingo é dia de reunir com as amigas e colocar as fofocas em dia, ou melhor, fazer uma análise em conjunto sobre os lances amorosos que aconteceram no fim de semana. No clubinho das solteiras tentamos entender a verdade escondida em cada atitude e fala dos nossos paqueras, rolinhos, fucking friends. Buscamos as evidências que precisamos para sentirmos amadas e desejadas para só assim investir numa relação mais séria e passá-los para a categoria de namorado ou futuro marido.
Com o tempo a sensação é de que os homens são loucos e impossíveis de serem compreendidos, pois saímos sempre machucadas depois de uma investida. A desilusão sempre acontece e nós tendemos a culpá-los por nossos fracassos amorosos. Mas, será que a culpa é realmente toda deles?
Se observarmos, geralmente começamos tudo de maneira errada, procuramos neles as evidencias de que eles nos querem, mas a questão é: Será que aquela pessoa corresponde àquilo que eu procuro num companheiro?
A carência afetiva nos deixa vulneráveis ou desesperadas e assim perdemos a fidelidade a nós mesmos. Quando aceitamos "qualquer coisa" que foge do nosso ideal estamos sendo infiéis aos nossos princípios e assim infiéis a nós mesmos. O auto-respeito é o sentimento número um para que nossos relacionamentos dêem certo. Se nos mantemos fiéis ao tipo ideal de modelo afetivos que sabemos que nos fará felizes é mais provável que encontremos uma pessoa bacana que corresponda às nossas expectativas.
Idealizar é um verbo que confude as pessoas quanto à interpretação e aplicação do significado real nas nossas vidas e relações amorosas. Muita gente acredita que criar um modelo ideal de homem dificulta as relações, por interpretarem erroneamente que idealizar seja imaginar uma pessoa perfeita como os príncipes dos contos de fadas, ou o galã da novela das oito. Idealizar, ao contrário, significa buscar alguém que te fará feliz, que seja, pense ou aja de acordo com princípios que te complementem, e para isso precisamos nos conhecer bem. Precisa-se de muita maturidade emocional para ser capaz de idealizar e procurar uma pessoa que lhe despertará sensações indescritíveis (mais comumente chamadas de amor).
Nossas experiências desastrosas são laboratórios para o amadurecimento emocional, a cada decepção ou história que não deu certo, aprendemos mais sobre nós mesmos e nos tornamos mais conscientes daquilo que nos faz (ou não) bem numa relação, nos tornamos mais seletivas e assim capazes de idealizar de maneira precisa.
A construção dos nossos ideais é um processo lento e mutável, porque estamos sempre mudando e aprendendo, e as nossas exigências e necessidades também, assim o homem que idealizamos quando éramos adolescentes não é como o que, hoje em dia, desejamos para ser o pai dos nossos filhos ou a pessoa que passará o resto da vida ao nosso lado.
O importante para conseguirmos o que idealizamos é nos amarmos acima de tudo, sermos coerentes nas escolhas perseverando nos nossos modelos, afinal quem deseja algo profundamente (sem medo) cedo ou tarde consegue.
Sejamos inteligentes nas escolhas e na busca, ou melhor, na construção de uma base perfeita para o amor, para isso façamos do auto-respeito e do amor próprio MASSA CORRIDA para nossas vidas sentimentais.