quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Refletindo sobre o valor

Depois de uma separação nos sentimos tão frustados. E tal frustração nos coloca na busca desenfreada pelo nosso valor.
Mas, o que seria o nosso valor? Em economia o Valor está relacionado a lei da procura e da oferta.Se a procura é igual a oferta o preço coincide com o valor, sendo o preço a expressão monetária do valor. Tem gente que acredita que seu valor é como o valor economico, e quando estão sozinhas se sentem como carro usado. Depois de alguns km rodados seu valor cai no mercado.
Na visão filosofica o seu valor (ou valores) são seus princípios.E é ele (ou eles) que torna a vida algo digno de ser vivido. Deste modo é possivel se sentir valorizada quem tem valores nobres. E a busca aqui é mais subjetiva.
Já no marketing a visão do valor está relacionado com a expectativa quanto ao beneficio do produto em relação a quantidade real paga por ele. podemos dizer que essa visão aplicada a um ser carente recem separado seria assim: o produto almejado é um novo amor(que deve suprir a carencia), o beneficio é a substituição do velho pelo novo amor e a quantidade real paga é o esforço empregado na busca pelo novo romance. Então se dar o valor é uma questão de "bola pra frente" porque o jogo continua.
Do ponto de vista da psicologia o valor designa o juizo que se faz de algo. Aplicando essa visão, o valor seria a postura que assumimos diante das situações.As pessoas procuram ser de determinada forma para atingirem aquilo que almejam, e quando o assunto é carencia afetiva tem quem procura ser aceito (fazendo aquilo que alguem espera dela) para conseguir o valor almejado.
Mas qual seria esse valor que a carencia pós-separação nos faz buscar? É algo tão indefinido que nada parece satisfazer o desejo de valorização. É como se houvesse uma ausencia, um buraco que deve ser tampado ou preenchido. Mas no fundo é tudo uma grande bobagem essa historia de dar-se valor, é o mesmo que dar grande importancia a algo tão pequeno. Não estamos a venda, não devemos bitolarmos nos principios que na verdade só são reais na nossa cabeça,e nem devemos nos ajustar para sermos aceitos. Somos seres livres, e o que acabou não significa que não deu certo, é só um momento que passou. Devemos desapegar em primeiro lugar, e acreditar que cada dor traz uma felicidade. A vida é uma grande roda que gira, suas fases (boas ou ruins) são parte de um processo para o desenvolvimento, não devemos sofrer pela carencia e sim aprender com ela. A ausencia de outro abre mais espaço para nós mesmos na nossa vida. Antes de começar uma nova fase precisa-se fortalecer o que sobrou de nós.
Vamos deixar essa bobagem de Valor pra traz e vamos curtir as fases da vida , pois depois de cada inverno sempre tem uma primavera.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Interesseira essa menina!!!

É interessante como tudo na vida gira em torno de interesses. Talvez seja esse o maior elo de ligação entre duas pessoas (ou grupo de pessoas). Mas há quem julgue mal essa inocente palavrinha "interesse", denegrindo-a , como se fosse algo negativo. Confesso que vejo isso muito mais além.
Interesse é importancia, valor, utilidade, lucro, quando algo ou alguém nos parece interessante significa que vemos nisso (ou neste) algo a nos acrescentar ou completar. Todas as relações giram em torno de interesses sim. Se me torno amigo de alguém é porque tenho um certo interesse nessa amizade, que pode ser a companhia divertida, o ombro amigo que esse me oferece, as coisas inteligentes das quais ela fala e me acrescentam, enfim, existe uma infinidade de interesses os quais justificam nossa convivencia com alguém.
Entretanto, quando nos relacionamos tendemos a acreditar que seja negativo se alguém tem algum interesse por nós que não seja nós mesmos. Parece feio interessar-se pelo que o outro pode nos oferecer, mas a verdade é que fazemos isso o tempo todo. E somos todos capazes de julgar o interesse das pessoas como negativos quando esse gira em torno de grana, luxo, posição social,etc.
Devemos pensar que "cada um é cada um", e que sendo assim, cada qual tem um tipo de necessidade na vida, e essa está ligada aos principios de cada ser humano. Se para uma pessoa, que teve uma infancia pobre e sofrida (ou não), luxo, e riqueza são sinonimos de felicidade, é claro que ela vai buscar na vida pessoas que possam oferecer o que lhe interessa. Tem também quem procure se casar com uma pessoa bonita, beleza é um requisito fundamental para ela. Alguns se interessam por pessoas carinhosas , outras por pessoas inteligentes....
E ai? Por que algum tipo de interesse é julgado errado e outro bacana? Por que algumas pessoas tem que ser julgadas pelo tipo de interesse , sendo que, todos somos interesseiros? E o mais importante de tudo isso, será que não somos tudo aquilo que temos a oferecer?
Nós somos tudo aquilo que pensamos, fazemos, temos, somos uma coletânea de caracteristicas psicologicas, físicas, e materiais. Então não interessa o que a pessoa busca em nós, o que quer que seja a sua busca ela quer simplesmente nós.
O bacana é ser sincero quando criamos um elo com alguém. E nunca abusar de ninguém , pois afinal se nos unimos existe interesse de ambas as partes.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Use Contractubex

Hoje quando abri um livro para ler, encontrei um pedacinho de papel branco que marcava uma página . Quando o virei li na parte inferior "Contractubex - cicatriz tem remédio".
Achei engraçado, mas é a masi pura verdade. Cicatrizes têm remédios sim. Parece idiota, mas às vezes fazemos tempestade em copo d'agua com algumas situações que nos trazem feridas.
Desde muito jovens aprendemos que nossos tropicões nos fazem feridas que nos deixam cicatrizes. Elas ficam alí visíveis por um bom tempo ou até , em muitos casos, para sempre. Nos recordando dos nossos tombos e da dor de um dia. Mas se enxergarmos essas cicatrizes de outra forma?
Por exemplo, essa minha marca de injeção no braço me faz sempre lembrar que quando eu era criança tomei uma vacina para prevenir alguma doença e se pensarmos mais profundamente, ela pode ser também o sinal de que tive pais ( ou alguém nesse mundo- seja lá quem for) que se preocuparam comigo quando eu era mais jovem. Aquele arranhado na perna perto do joelho, o adquiri andando de bicicleta com os amigos, levei um tombaço e doeu, mas meus amigos de infancia me socorreram e me levaram para casa, provando serem verdadeiro amigos.
Nossas cicatrizes de amor tambem podem ser vistas por outro angulo. Todos que passam por nossas vidas deixam marcas boas e ruis, e podemos sempre tirar um aprendizado das nossas relações que deixaram cicatrizes, basta aprender a ver a vida de maneira diferente e parar de sofrer por feridas do passado.
Feriu, cicatrizou, estou pronto para a proxima etapa. Ao invés de sofrer pelo que passou devemos aprender com isso. O "Contractubex" das cicatrizes de amor é a coragem de seguir em frente sem medo do proximo tombo.