Depois de uma separação nos sentimos tão frustados. E tal frustração nos coloca na busca desenfreada pelo nosso valor.
Mas, o que seria o nosso valor? Em economia o Valor está relacionado a lei da procura e da oferta.Se a procura é igual a oferta o preço coincide com o valor, sendo o preço a expressão monetária do valor. Tem gente que acredita que seu valor é como o valor economico, e quando estão sozinhas se sentem como carro usado. Depois de alguns km rodados seu valor cai no mercado.
Na visão filosofica o seu valor (ou valores) são seus princípios.E é ele (ou eles) que torna a vida algo digno de ser vivido. Deste modo é possivel se sentir valorizada quem tem valores nobres. E a busca aqui é mais subjetiva.
Já no marketing a visão do valor está relacionado com a expectativa quanto ao beneficio do produto em relação a quantidade real paga por ele. podemos dizer que essa visão aplicada a um ser carente recem separado seria assim: o produto almejado é um novo amor(que deve suprir a carencia), o beneficio é a substituição do velho pelo novo amor e a quantidade real paga é o esforço empregado na busca pelo novo romance. Então se dar o valor é uma questão de "bola pra frente" porque o jogo continua.
Do ponto de vista da psicologia o valor designa o juizo que se faz de algo. Aplicando essa visão, o valor seria a postura que assumimos diante das situações.As pessoas procuram ser de determinada forma para atingirem aquilo que almejam, e quando o assunto é carencia afetiva tem quem procura ser aceito (fazendo aquilo que alguem espera dela) para conseguir o valor almejado.
Mas qual seria esse valor que a carencia pós-separação nos faz buscar? É algo tão indefinido que nada parece satisfazer o desejo de valorização. É como se houvesse uma ausencia, um buraco que deve ser tampado ou preenchido. Mas no fundo é tudo uma grande bobagem essa historia de dar-se valor, é o mesmo que dar grande importancia a algo tão pequeno. Não estamos a venda, não devemos bitolarmos nos principios que na verdade só são reais na nossa cabeça,e nem devemos nos ajustar para sermos aceitos. Somos seres livres, e o que acabou não significa que não deu certo, é só um momento que passou. Devemos desapegar em primeiro lugar, e acreditar que cada dor traz uma felicidade. A vida é uma grande roda que gira, suas fases (boas ou ruins) são parte de um processo para o desenvolvimento, não devemos sofrer pela carencia e sim aprender com ela. A ausencia de outro abre mais espaço para nós mesmos na nossa vida. Antes de começar uma nova fase precisa-se fortalecer o que sobrou de nós.
Vamos deixar essa bobagem de Valor pra traz e vamos curtir as fases da vida , pois depois de cada inverno sempre tem uma primavera.
A gente se incomoda mais com os nossos caprichos neuroticos que com os reais problemas, né?
ResponderExcluiré sim, frederico minino esquisito
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