sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Amar é vida!



Nada é mais importante que o amor pois o que está por traz disso é a sobrevivência da espécie.



O filósofo Schopenhauer chamava isso de "impulso da vida", dizia que no nosso inconsciente o motivo real da nossa busca amorosa seria outra, o amor seria somente o truque da natureza para nos levar a procriação.



Vendo as relações desse ponto de vista muitas questões podem ficar esclarecidas, como a aparente irracionalidade do amor. Nos apaixonamos por pessoas que às vezes levamos uma relação um pouco conturbada, mas por algum motivo, o qual não sabemos, o amor por ela existe e nós fazemos tudo para estar juntos. Quando procuramos amor vinculamos esse sentimento à felicidade, e nossa maior desilusão é não sermos felizes com quem amamos, mas a real existência do amor é o impulso da sobrevivência da nossa espécie, o desejo de eternizarmo-nos.



Por mais desesperador que isso possa parecer, existe uma seleção feita inconscientemente para eleger o parceiro (a) ideal para nos reproduzirmos, segundo Schopenhauer procuramos equilibrar nossas caracteristicas para garantir filhos mais saudáveis fisica e pscicologicamente. Seria mais ou menos assim: quem é muito alto se atrai por pessoas baixas, quem é timido se sente atraido por pessoas extrovertidas, pois a comunicação também é vital por isso o ideal é fazer filhos com habilidades comunicativas, entrando em acordo com uma ideia muito difundida quando se trata de amor "os opostos se atraem", do ponto de vista Schopenhaueriano essa é uma verdade.



E por que é que o amor pode acabar? Não é que o amor acaba, existem duas situações de acordo com essa filosofia, uma seria que esse impulso (o amor) nos faz conviver com alguém única e exclusivamente em prol da procriação, e quando não encontramos felicidade nisso nos desiludimos e abandonamos o parceiro (a) quando percebemos que os filhos já não precisam da nossa total dedicação, isso deveria acontecer por volta dos 7 anos de idade das crianças; a outra hipótese , que é o caso quando somos trocados por outra pessoa não significa que nosso parceiro não sinta consideração, admiração ou respeito ( e até mesmo tesão) por nós e sim que encontraram alguém que o inconsciente deles acredita ter mais caracteristicas para um futuro filho perfeito, então o truque do cérebro é acionado outra vez, e nosso parceiro (a) acredita sentir amor por outra pessoa e não por nós.



Parece trágico pensar no amor do ponto de vista de Schopenhauer, mas muitas de suas idéias fazem sentido e se pensamos nelas talvez seja mais fácil se conformar e compreender as situações amorosas que vivemos, para então adquirirmos mais sabedoria e maturidade emocional. Olhando pelo lado bom de tudo isso concluimos que apaixonar é vital. ;)



domingo, 19 de dezembro de 2010

Eu sou egoísta!!!


"Ame ao proximo como a si mesmo", acho que assim que dizem... E seguimos esse ensinamento à risca, quando se trata de apaixonar-nos. O amor verdadeiro talvez só possa existir se amamos a nós mesmos, até mesmo nossos traços de personalidade que não gostamos. O amor ideal é 100% egoísta, ele não nos permite enxergar o outro.
Como podemos amar alguém e de repente essa pessoa nos engana e nos decepciona? Quando é que a máscara cai? Se é que ela cai... Por que tem quem caia de amor à primeira vista? O amor é como uma flor que plantamos e semeamos, o sentimento é lindo e verdadeiro, o objeto de amor é que às vezes é idealizado e não corresponde com o que ele é na realidade.
O encantamento por alguém muitas vezes se dá pelo espelhamento, vemos nós mesmos na outra pessoa, e a convivencia nos traz, através do cultivo desse amor, essa reafirmação do espelho de nós mesmos, muitas vezes brigamos por algo que nos incomode no parceiro, largamos , sofremos, e corremos para um novo amor, e o que acontece é a briga pelas mesmas razões. Acredite, e reflita sobre isso cara (o) amiga (o) o problema é todo seu, aquelas mesmas razões de picuinhas com todos os namorados (as) e os defeitos que você aponta neles (as) são seus. Assustada (o)? Respire, explicarei melhor.
Se o amor é 100% egoísta, não podemos amar nada mais nada menos que nós mesmos. Sendo assim, transferimos para os outros as NOSSSAS carcteristicas, e nos apaixonamos por nosso reflexo no outro, e quando a pessoa nos desagrada são simplesmente as NOSSAS caracteristicas negativas que estamos vendo no outro. Dessa forma, não somos capazes de enxergar nada além de nós mesmos, somos tão egoistas de idealizarmos a outra pessoa nossa imagem e semelhança, e as punimos e brigamos com ela, como exteriorização dos nossos conflitos internos.
Então não podemos nunca amar os outros? Claro que sim, você se lembra da frase do inicio, "Ame ao proximo como a si mesmo", para amar alguém pelo que ela realmente é devemos primeiramente nos amar, e quando estamos em conflito com nós mesmos, significa que não nos amamos por completo, e quando transferimos para o outro nossas caracteristicas negativas e positivas significa que não nos conhecemos verdadeiramente, logo, não podemos amar aquilo que não conhecemos de verdade, e isso quer dizer falta de amor proprio.
A solução para a harmonia no amor poderia ser assim descrita "Conhece-te a ti mesmo", só através da consciencia do EU, é que podemos cultivar o amor proprio, e à partir daí sermos capazes de amar os outros como a nós mesmos. O autoconhecimento pode ser a chave para o entendimento e a harmonia na vida amorosa.