Domingo é dia de reunir com as amigas e colocar as fofocas em dia, ou melhor, fazer uma análise em conjunto sobre os lances amorosos que aconteceram no fim de semana. No clubinho das solteiras tentamos entender a verdade escondida em cada atitude e fala dos nossos paqueras, rolinhos, fucking friends. Buscamos as evidências que precisamos para sentirmos amadas e desejadas para só assim investir numa relação mais séria e passá-los para a categoria de namorado ou futuro marido.
Com o tempo a sensação é de que os homens são loucos e impossíveis de serem compreendidos, pois saímos sempre machucadas depois de uma investida. A desilusão sempre acontece e nós tendemos a culpá-los por nossos fracassos amorosos. Mas, será que a culpa é realmente toda deles?
Se observarmos, geralmente começamos tudo de maneira errada, procuramos neles as evidencias de que eles nos querem, mas a questão é: Será que aquela pessoa corresponde àquilo que eu procuro num companheiro?
A carência afetiva nos deixa vulneráveis ou desesperadas e assim perdemos a fidelidade a nós mesmos. Quando aceitamos "qualquer coisa" que foge do nosso ideal estamos sendo infiéis aos nossos princípios e assim infiéis a nós mesmos. O auto-respeito é o sentimento número um para que nossos relacionamentos dêem certo. Se nos mantemos fiéis ao tipo ideal de modelo afetivos que sabemos que nos fará felizes é mais provável que encontremos uma pessoa bacana que corresponda às nossas expectativas.
Idealizar é um verbo que confude as pessoas quanto à interpretação e aplicação do significado real nas nossas vidas e relações amorosas. Muita gente acredita que criar um modelo ideal de homem dificulta as relações, por interpretarem erroneamente que idealizar seja imaginar uma pessoa perfeita como os príncipes dos contos de fadas, ou o galã da novela das oito. Idealizar, ao contrário, significa buscar alguém que te fará feliz, que seja, pense ou aja de acordo com princípios que te complementem, e para isso precisamos nos conhecer bem. Precisa-se de muita maturidade emocional para ser capaz de idealizar e procurar uma pessoa que lhe despertará sensações indescritíveis (mais comumente chamadas de amor).
Nossas experiências desastrosas são laboratórios para o amadurecimento emocional, a cada decepção ou história que não deu certo, aprendemos mais sobre nós mesmos e nos tornamos mais conscientes daquilo que nos faz (ou não) bem numa relação, nos tornamos mais seletivas e assim capazes de idealizar de maneira precisa.
A construção dos nossos ideais é um processo lento e mutável, porque estamos sempre mudando e aprendendo, e as nossas exigências e necessidades também, assim o homem que idealizamos quando éramos adolescentes não é como o que, hoje em dia, desejamos para ser o pai dos nossos filhos ou a pessoa que passará o resto da vida ao nosso lado.
O importante para conseguirmos o que idealizamos é nos amarmos acima de tudo, sermos coerentes nas escolhas perseverando nos nossos modelos, afinal quem deseja algo profundamente (sem medo) cedo ou tarde consegue.
Sejamos inteligentes nas escolhas e na busca, ou melhor, na construção de uma base perfeita para o amor, para isso façamos do auto-respeito e do amor próprio MASSA CORRIDA para nossas vidas sentimentais.
Discordo, ser aberto a experimentação e a novidades ajuda muitoa achar a pessoa ideal, porque nem sempre ela é o que vocês idealizaram.
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