
Existem momentos e fases da vida em que tudo o queremos é focar em nós mesmos, e nos nossos objetivos de vida, trabalho, dinheiro, carreira, estudos, etc. Tudo isso é fantástico, pois não há uma razão de existir se não for a de se desenvolver e melhorar as próprias capacidades. Procuramos nos melhorar estudando, lendo bons livros, seguindo a influencia de pessoas que admiramos, mas nessa busca pelo nosso aprimoramento podemos nos perder dentro de nós mesmos e não perceber o efeito que causamos nas pessoas que nos circundam.
O ser humano tem a necessidade de se relacionar com outros, com o meio, e através da linguagem (corporal, verbal,etc) criamos elos com todos e tudo ao nosso redor. Esses elos são importantes para nossa sobrevivencia e amadurecimento, e ao nos relacionar criamos rótulos para os niveis de cada relação que vivenciamos. Classificamos as pessoas de acordo com a sua "utilidade" em nossas vidas, e essa utilidade é sempre determinada pelas atitudes delas na convivencia conosco.
A amizade é sem dúvidas a relação mais sincera e bela que podemos ter, é baseada na confiança, respeito mútuo e admiração, e geralmente um ajuda o outro havendo uma troca saudavel e necessaria. Esses amigos são eleitos por nós para compartilhar momentos de nossas vidas, diferentemente de família que a gente não pode escolher (não que as relações familiares não sejam tão necessárias, mas a amizade verdadeira é algo espontaneo e muito sincero).
Quando se trata de relações do nível sexo-afetivo rotulamos pessoas da mesma maneira, e de acordo com suas atitudes, percebemos quem seria um bom "fucking friend", namorado, marido, etc, etc. Rotulamos e nos servimos das pessoas , estamos sempre compartilhando daquilo que ela pode nos oferecer, justo?
E na freneticidade das nossas vivencias e relações nem sempre paramos pra pensar nas seguintes questões: Qual o rótulo que recebo das pessoas com quem me relaciono? Qual a minha utilidade na vida dessas pessoas? Que imagem eu passo através da minha postura?
Tão centrados em nós mesmos, e tão esquecidos de que não somos nada sem o todo (e todos). E sem essa reflexão sobre nossas atitudes viveremos vitimas de nós mesmos e nossas atitudes (que dependendo do contexto pode ser consideradanegativa e poderá atrapalhar nossas relações afetivo-sexuais).
As pessoas são acostumadas com relações fechadas como namoros e casamentos, pois o nosso contexto é ainda o de garantir a confiança e a lealdade dos parceiros para a vida através de alianças "sólidas". Os relacionamentos do tipo mais livres como por exemplo os "fucking friends" são as vezes encarados com um certo receio da parte das pessoas que querem sentir que a relação é real.
Ser fucking friend de alguém não é sinonimo de que alguém está se aproveitando de nós e/ou nos iludindo, desde que você saiba o que quer e a sua vontade seja não ter uma "aliança sólida"( e divulgada socialmente ) com alguém, pode significar não se sentir presa a alguém ´somente porque dividimos momentos de sexo. O único problema das relações abertas, é quando seu Fucking Friend não é seu friend, seria o mesmo que dividir momentos de intimidade ( que só são realmente compensatórios quando há confiança e respeito) com alguém que , na verdade, não podemos afirmar que seja digno de confiaça e que em algum momento poderá nos tratar com falta de respeito ou ainda nos enxergar como SEX MACHINE.
É preciso parar as vezes e refletir sobre as nossas atitudes diante das pessoas que nos relacionamos (em qualquer nível de relacionamento), pois as relações só são bacanas de verdade quando elas existem para somar em nossas vidas. Vivemos em um mundo de inter-ação, e nossas interações geram reações e movimento, que podem refletir em nós mesmos e naquilo que nos faz feliz. Devemos sempre observar a reação que estamos causando nos outros, entender qual é o rótulo que nos está sendo dado e aprender com essas atitudes para transformar o nosso jeito de agir com as pessoas, e então nos tornarmos seres melhores dentro dos relacionamentos que estabelecemos com os integrantes de nossas vidas. "Insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes." ( Einstein)
Estava com saudades de ler suas coisas!
ResponderExcluirGostei muito do texto, sua cara! Vejo você falando aqui na minha frente e gesticulando hehehe Concordo e muito sobre a reflexão que temos de fazer sobre nossas atitudes diante das pessoas.
Às vezes estamos tão preocupados em seguir nossas metas que não paramos para nos olhar nos enxergar
Acreditamos que estamos certos de acordo com nosso próprio entendimento nossas crenças, costumes, e nem sempre paramos para pensar que da mesma forma eu crio rótulos sobre pessoas e relacionamentos os outros criam sobre mim, não existe um manual de para seguir e obter sucesso, todos somos diferentes, mas temos o vício de analisar o outro a partir de nós mesmos.
Acredito que o que vale é o sentir, geralmente o que você vê é uma ilusão criada pelo seu próprio entendimento, Você não é o outro e por mais que uns e outros tenham afinidades podem até ver igual pensar igual, mas jamais sentir igual, cada um sente de forma individual, única.
Penso que se todos nós buscássemos o autoconhecimento de forma neutra e livre de dogmas opiniões já formadas, livre de medo, culpa, e sem as ideias que adotamos dos outros como nossas, se investíssemos nessa busca interior iriamos pensar mais vezes, quem eu sou? O que eu quero? Estou sendo honesto comigo mesmo? O que estou sendo para o outro? Existe respeito ou esse relacionamento é apenas minha busca egoísta em satisfazer meu próprio ego.
Sou autentico ou apenas seguindo a massa? Refletindo assim cada um seria mais livre, consequentemente mais feliz, sentindo um amor livre que independe das coisas exteriores, quem chega amar e entender seus relacionamentos nesse ponto entende a sua própria essência consegue ser e fazer os outros mais felizes.